sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Prejuízo realizado.

 Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

Das 26 capitais onde há eleição municipal as pesquisas mostram o PT na dianteira folgada apenas em Goiânia e com chance maior ou menor de ir ao segundo turno em outras seis.
Apesar de todos os reclamos sobre a coincidência entre o julgamento e o período eleitoral, tal placar não pode ser atribuído a prejuízos decorrentes do exame do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal.
Primeiro porque o partido do poder já entrou mal na disputa, antes do início das audiências. Em segundo lugar, porque as mexidas mais importantes nos últimos números não autorizam qualquer conexão entre uma coisa e outra.
Em São Paulo, o petista Fernando Haddad subiu significativamente ao ponto de se tornar competitivo a uma vaga no segundo turno e ainda aparecer como vencedor na simulação de uma disputa com o tucano José Serra.
Movimento registrado ainda sob o calor da condenação de João Paulo Cunha e da veemente recusa da tese do caixa 2 como argumento de defesa.
A outra alteração importante apontada nas pesquisas foi a deslanchada do candidato do PSB à prefeitura do Recife, que tirou da liderança o petista Humberto Costa. Deve-se exclusivamente ao empenho pessoal do governador Eduardo Campos.
Causa mais plausível do desempenho aquém do razoável para o PT nas capitais parece ser a perda gradativa do eleitorado urbano, instruído e politizado, hoje acentuadamente substituído pela clientela dos programas sociais.
Nessa mudança de perfil haveria, sim, uma conexão com o mensalão. Não por causa do julgamento, mas pelo fato de ser o registro mais visível do conjunto da obra desde que o PT decidiu trocar a defesa da ética na política pela bandeira da permissividade no trato do aparelho estatal.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Memória curta.



Artigo de Lúcio Flávio Pinto, sob o título original de Maldição belenense

O candidato que lidera as pesquisas para a prefeitura de Belém, o deputado estadual Edmilson Rodrigues, do PSOL, não se lembra de erros que possa ter cometido nos seus dois mandatos (1997-2004) pelo PT. Foi o que disse em entrevista ao Diário do Pará de 14 de junho. “Tudo o que fiz foi para melhorar a vida do povo e houve um reconhecimento tanto do povo quanto das instituições nacionais e internacionais”, completou.

Instado a apresentar as obras que levaram a essa aprovação, arrolou obras na praça D. Pedro II, na contígua praça do Relógio, o conjunto Ver-o-Peso, canteiros laterais e ciclovias na Almirante Barroso, reinauguração da avenida Augusto Montenegro, Pronto Socorro do Guamá, Ver-o-Rio, praça Waldemar Henrique.

Várias dessas obras são de baixa qualidade e de significado modesto. Mas por que Edmilson não se lembrou do viaduto da Doutor Freitas, mais conhecido por tobogã de carro, e do túnel empacado do Entroncamento? Por que esqueceu a Aldeia Cabana, o bondinho do centro velho (arquivado até hoje, depois de seis milhões de reais gastos), o inviável Belo Centro (outros milhões queimados)?

O homem que não se lembra de ter cometido erros fez uma administração cinza, sem destaque, de obras absolutamente secundárias e de muitos erros. Foi reeleito, como reeleito conseguiu ser Duciomar Costa. Mas o PT não manteve o cargo que foi de Edmilson. E Ana Júlia Carepa não conseguiu se reeleger. Se a memória não falhar, o povo perceberá que o retorno de Edmilson Rodrigues ao comando da capital é um autêntico retrocesso.

O problema é: qual das opções não será também uma volta no tempo?

Ai de ti, Belém.

EDUCAÇÃO FISCAL - UMA PROPOSTA SÉRIA.


Numa rara e feliz cooperação entre a União, Estados e Municípios o Programa “Educação fiscal”  desponta como a institucionalização da prática do pleno exercício da cidadania.
Num deserto de boas práticas o programa se apresenta como um oásis capaz de conduzir a sociedade a refletir e adotar mudanças de paradigmas por intermédio da sensibilização do cidadão para a função socioeconômica do tributo, do desbravamento da administração pública e do incentivo a população a acompanhar a aplicação dos recursos públicos.

O programa desenvolve-se por cursos de formação de disseminadores em educação fiscal que por sua vez irão se credenciar a efetivar palestras, seminários e diversos outros tipos de debates em eventos públicos.
O Programa tende a se fortalecer com a inclusão na grade curricular das escolas, de forma transversal com o objetivo de atingir o cidadão em formação em idade escolar.

O programa está esmiuçado no sitio da Escola de Administração Escolar – www.esaf.fazenda.gov.br e pode ser contatado pelo email: educ-fical.df.esaf@fazenda.gov.br

Participe!!!

MB

terça-feira, 4 de setembro de 2012

VOU GREVAR.

Ao folhear os jornais e acessar os blogs de hoje me deparo com a noticia de que dois outros grupos de servidores entraram em greve. São eles: os servidores do Incra e os bancários do Banpará.

Essas duas novas greves vão se juntar a inúmeras outras que se mantém a 70, 80, 100 dias de paralisação.

Diante dessa situação vêm as seguintes dúvidas: Isso não tem fim? Aonde essa situação vai nos levar? Que se pode fazer diante dessa conjuntura? Existe alguma regulação sobre o assunto???

Quando a greve é no setor privado, a pendenga é entre o patrão e o empregado e a Justiça Trabalhista delimita seus efeitos. O patrão está pensando no lucro que vai diminuir com o aumento reivindicado.
A Constituição garante o direito a greve na conformidade da lei. Para o setor privado a Lei nº 7.783/89 regulamenta a matéria cabendo ao trabalhador decidir sobre a oportunidade de exercê-lo sobre os interesses que devam por meio dele defender.

Quando o movimento paredista é do setor público a quem cabe delimitar? Quem paga a conta das concessões?

O Congresso Nacional não greva, em compensação até hoje não regulamentou a matéria que é constitucional.

Estou pensando em estar entrando de greve e a minha pauta de reivindicação é a seguinte:

1.      Melhoria da prestação dos serviços públicos;

2.      Diminuição da carga tributária;

3.      Eficiência no combate a corrupção;

4.      Ampliação da transparência nas ações de governo;

5.       Responsabilidade dos governantes;

6.      Reposição das aulas nas universidades públicas;

7.      Eficácia no controle das fronteiras;

8.      Eliminação do crime organizado;

9.      Extinção da impunidade;

10.  Valorização da cidadania.

Resumidamente para não ampliar a discussão: Cumprimento integral da Constituição Federal.

Pense nisso!!!

MB