A exemplo do estacionamento irregular, a extensão da frutaria paraense invade a calçada e a ciclovia da Avenida Julio Cézar no Bairro Val de Cans.
Se a Prefeitura deixar vão criar uma nova feira em Belém.
Pense nisso!
MB
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Eu não sabia.
“Pai,
perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” – Jesus. (Lucas, 23:34.)
Se o
homicida soubesse a dor que a sua consciência lhe cobrará, no reajuste do seu
destino, preferiria não ter desferido qualquer golpe que redundasse na morte de
seu oponente momentâneo.
Se o inventor
de mentiras pudesse eliminar a sombra que lhe enlouquece a visão, observando o
sofrimento que o espera no acerto de contas com a verdade, faria tudo para paralisar
as cordas vocais, a fim de não concluir a frase que o comprometeria por muitos
anos.
Se o
egoísta contemplasse a solidão que o aguarda, nunca se afastaria da prática da
fraternidade e da cooperação.
Se o glutão
compulsivo enxergasse os desequilíbrios para os quais encaminha o próprio
corpo, apressando a marcha para a morte, renderia culto invariável à
frugalidade e à harmonia.
Se
soubéssemos quão terrível é o resultado de nosso desrespeito às Leis Divinas,
jamais nos afastaríamos do caminho reto.
Perdoa,
pois, a quem te fere e calunia...
Em
verdade, quantos se rendem às sugestões perturbadoras do mal não sabem o que
fazem.
(Adaptação
livre do livro "Fonte Viva", cap. 38, psicografado por Francisco
Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel.)
domingo, 9 de setembro de 2012
O COMPLEXO MUNDO TRIBUTÁRIO.
A imagem de um emaranhado de impostos, em três diferentes níveis de governo, é evocada pelo professor da Escola de Negócios Trevisan Alcides Leite ao falar sobre o sistema tributário brasileiro. Para ter a dimensão exata, é necessário pensar no conjunto formado por União, 27 Estados e Distrito Federal e mais de cinco mil municípios, cada um com sua legislação específica. É nesse intricado cenário que consumidores e empresas se perdem entre impostos, taxas e contribuições.
No caso da tributação indireta, por exemplo, a cobrança não fica clara para o consumidor. "Esses impostos são invisíveis para as pessoas, pois não estão destacados no preço da mercadoria. O cidadão não tem consciência tributária e, com isso, não tem clareza sobre o papel que o Estado poderia desempenhar com a arrecadação", afirma o especialista em finanças públicas e professor da Escola do Legislativo de Minas Gerais, Fabrício Augusto de Oliveira.
Os tributos “invisíveis” incidem sobre mercadorias e serviços e representam cerca de 40% do total arrecadado pelo País. Na conta de luz, um insumo de consumo básico, 31,3% do valor é imposto, segundo a pesquisa realizada com exclusividade para o Estado. No feijão, a parcela é de 32,7%, enquanto na água mineral chega a quase 60% e no vinho importado, 93,3%.
“Quando compra um produto, o rico paga exatamente o mesmo imposto embutido que o pobre”, destaca Leite. Com isso, as classes sociais mais baixas acabam desembolsando muito mais em relação à sua renda. Segundo os dados mais recentes da Receita Federal, de 2010, o principal tributo brasileiro é exatamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que responde por 21,1% da receita tributária total, além de ser a principal fonte de recursos dos Estados. “Trata-se de um sistema regressivo, quando deveria ser progressivo. Isto é: quem tem mais, paga mais”, resume Leite.
No caso da tributação indireta, por exemplo, a cobrança não fica clara para o consumidor. "Esses impostos são invisíveis para as pessoas, pois não estão destacados no preço da mercadoria. O cidadão não tem consciência tributária e, com isso, não tem clareza sobre o papel que o Estado poderia desempenhar com a arrecadação", afirma o especialista em finanças públicas e professor da Escola do Legislativo de Minas Gerais, Fabrício Augusto de Oliveira.
Os tributos “invisíveis” incidem sobre mercadorias e serviços e representam cerca de 40% do total arrecadado pelo País. Na conta de luz, um insumo de consumo básico, 31,3% do valor é imposto, segundo a pesquisa realizada com exclusividade para o Estado. No feijão, a parcela é de 32,7%, enquanto na água mineral chega a quase 60% e no vinho importado, 93,3%.
“Quando compra um produto, o rico paga exatamente o mesmo imposto embutido que o pobre”, destaca Leite. Com isso, as classes sociais mais baixas acabam desembolsando muito mais em relação à sua renda. Segundo os dados mais recentes da Receita Federal, de 2010, o principal tributo brasileiro é exatamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que responde por 21,1% da receita tributária total, além de ser a principal fonte de recursos dos Estados. “Trata-se de um sistema regressivo, quando deveria ser progressivo. Isto é: quem tem mais, paga mais”, resume Leite.
DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?
Não existe uma verdade absoluta,
assim como não existe uma interpretação única dos fatos. Uma moeda sempre tem duas
faces.
Mesmo sabendo disso
quero demonstrar minha incompreensão e minha contrariedade ao observar a
conjuntura que cerca as greves que estão ocorrendo no Brasil, algumas que já
duram mais de 100 dias, outras que estão surgindo mais recentemente e outras
que estão sendo prometida pelo país a fora.
Afinal quem vai pagar a conta de tanta paralisação?
No caso particular da
greve das universidades federais, que já ultrapassam aos cem dias, mesmo que se
reponham as aulas não dadas, o primeiro semestre não foi encerrado, o segundo
não teve início e o conteúdo programático não vai ser repassado.
Questionada, a
universidade não se responsabiliza pela paralisação. O Ministério de Educação
afirma que já fez o que tinha que fazer. O Ministério do Planejamento se esconde
alegando que a proposta do governo já foi feita. A Presidência da República não
se manifesta.
Fica parecendo que nada
está acontecendo. É a lei do avestruz.
Enquanto isso o alunado,
com a triste concordância da UNE, está sendo prejudicado por não estar
recebendo as matérias a que tem direito, o vestibulando, que está a um ano se
preparando corre o risco de não ter vestibular e na reta final o formando que vai
ter que adiar sua entrada no mercado de trabalho e arcar com o prejuízo.
Com isso o Brasil perde
mais uma vez por não está formando mão de obra especializada, a universidade perde
por pagar por serviço não realizado e perde o professor que não consegue
negociar sua pauta de revindicação.
Todos perdem ninguém ganha,
mas a greve continua.
A quem compete a responsabilidade pelo prejuízo?
Com a palavra quem de
direito.
Pense nisso.
MB
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