Sabe-se que a Terra tem em torno de 4,5 bilhões de anos e existem várias teorias para o “nascimento” do planeta. A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo a Lua como seu único satélite natural. A Terra tem 510,3 milhões de km2 de área total, sendo que aproximadamente 97% é composto por água (1,59 bilhões de km3). A quantidade de água salgada é 30 vezes a de água doce, e 50% da água doce do planeta está situada no subsolo.
A atmosfera terrestre vai até cerca de 1.000 km de altura, sendo composta basicamente de nitrogênio, oxigênio, argônio e outros gases.
Há 400 milhões de anos a Pangéia reunia todas as terras num único continente. Com o movimento lento das placas tectônicas (blocos em que a crosta terrestre está dividida), 225 milhões de anos atrás a Pangéia partiu-se no sentido leste-oeste, formando a Laurásia ao norte e Godwana ao sul e somente há 60 milhões de anos a Terra assumiu a conformação e posição atual dos continentes.
O relevo da Terra é influenciado pela ação de vários agentes (vulcanismo), abalos sísmicos, ventos, chuvas, marés, ação do homem) que são responsáveis pela sua formação, desgaste e modelagem. O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal/ China com aproximadamente 8.848 metros acima do nível do mar. A Terra já passou por pelo menos 3 grandes períodos glaciais e outros pequenos.
A reconstituição da vida na Terra foi conseguida através de fósseis, os mais antigos que conhecemos datam de 3,5 bilhões de anos e constituem em diversos tipos de pequenas células, relativamente simples. As primeiras etapas da evolução da vida ocorreram em uma atmosfera anaeróbia (sem oxigênio).
As teorias da origem da vida na Terra, são muitas, mas algumas evidências não podem ser esquecidas. As moléculas primitivas, encontradas na atmosfera, compõe aproximadamente 98% da matéria encontrada nos organismos de hoje. O gás oxigênio só foi formado depois que os organismos fotossintetizantes começaram suas atividades. As moléculas primitivas se agregam para formar moléculas mais complexas.
A evidência disso é que as mitocôndrias celulares possuam DNA próprio. Cada estrutura era capaz de se satisfazer suas necessidades energéticas, utilizando compostos disponíveis. Com este aumento de complexidade, elas adquiriram capacidade de crescer, de se reproduzir e de passar suas características para as gerações subseqüentes.
A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões de pessoas e a expectativa de vida é em média de 65 anos.
Para mantermos o equlíbrio do planeta é preciso consciência dessa importância, a começar pelas crianças. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá como repô-los. O pensamento deve ser global, mas a ação local, como é tratado na Agenda 21.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
AGONIA DE UM RIO.
Tendo em mente o que estamos fazendo com o Araguaia busco, na agonia de um rio, juntar lágrimas para encher a todos os rios ameçados.
AUTOR FRANCISO ITAERÇO
E um ocaso
Nasce dentro de mim a cem por hora
Para acelerar a tristeza d’alma
Pelo deslavado desprezo às tuas águas.
Corre lento, ô, Tocantins!
Lambe a terra que te assoreia
As margens nuas, sem capins,
E o leito inteiro cheio de areia.
Beija a areia, bate nas fragas!
Choram tuas ondas, choram em vão.
É inútil e triste o choro das águas,
Só enche de mágoas meu coração.
Duvido que haja clamor no mundo
Mais vão, mais triste que meu clamor.
Ouço tua voz, agonizante, moribundo…
No homem eu sinto só desamor.
É a morte negra que se avizinha
Com capuz no rosto e foice na mão.
Ah, Tocantins, que sorte mesquinha!
Piedade, amigo, peço-te perdão!
Ah, que saudade do Gorgulho da Rita,
Onde as crianças pescavam piaus!
Saudades infindas das areias límpidas
Lembram-me ainda a Praia do Cacau!
Meus nefastos atos do teu leito eclodirão,
Dos quais eu mesmo, me envergonho
Entre agonia, desespero e pranto em vão,
De ferir de morte o rio onde tomo banho.
É meu desejo e aqui a Deus imploro:
Tuas águas voltem a ser puras e cristalinas,
As gerações futuras não chorem com eu choro,
Suas lágrimas não sejam tristes como as minhas.
AUTOR FRANCISO ITAERÇO
E um ocaso
Nasce dentro de mim a cem por hora
Para acelerar a tristeza d’alma
Pelo deslavado desprezo às tuas águas.
Corre lento, ô, Tocantins!
Lambe a terra que te assoreia
As margens nuas, sem capins,
E o leito inteiro cheio de areia.
Beija a areia, bate nas fragas!
Choram tuas ondas, choram em vão.
É inútil e triste o choro das águas,
Só enche de mágoas meu coração.
Duvido que haja clamor no mundo
Mais vão, mais triste que meu clamor.
Ouço tua voz, agonizante, moribundo…
No homem eu sinto só desamor.
É a morte negra que se avizinha
Com capuz no rosto e foice na mão.
Ah, Tocantins, que sorte mesquinha!
Piedade, amigo, peço-te perdão!
Ah, que saudade do Gorgulho da Rita,
Onde as crianças pescavam piaus!
Saudades infindas das areias límpidas
Lembram-me ainda a Praia do Cacau!
Meus nefastos atos do teu leito eclodirão,
Dos quais eu mesmo, me envergonho
Entre agonia, desespero e pranto em vão,
De ferir de morte o rio onde tomo banho.
É meu desejo e aqui a Deus imploro:
Tuas águas voltem a ser puras e cristalinas,
As gerações futuras não chorem com eu choro,
Suas lágrimas não sejam tristes como as minhas.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
O SONO E O PRAZER AMEAÇADO.
AUTOR:Luciano Siqueira
O sono é tão importante que um médico conceituado do Recife é taxativo: "nunca vá para a cama cansado, para que tenha um sono realmente reparador. Se o estresse e o cansaço físico lhe perturbam, tome um banho morno, ouça uma boa música e só quando a calmaria lhe envolver o corpo e a mente, vá dormir".
Ele tem razão. Basta conferir a experiência de cada um de nós. Não raro você chega em casa aos pedaços de tanto cansaço e “capota”. No dia seguinte percebe que as horas de sono não lhe serviram tanto quanto desejável.
Pois bem. Saiba agora que quando o sono é perturbado pela apneia – interrupção da respiração – pode causar impotência. Além da queda, o coice!
É o que dizem pesquisadores, que apontam o motivo: reduz a testosterona e dificulta a circulação sanguínea.
A coisa acontece assim. Durante o sono a vítima ronca feito motor de moto várias vezes, a intervalos aleatórios, e a cada ronco sofre paradas respiratórias que oscilam em torno de dez segundos. A cada vez há um ligeiro despertar seguido do retorno ao sono, agora meio na superfície (que descansa menos) ao invés de profundo (realmente reparador). A alternância de interrupções da respiração com sono “de superfície”, que é menos relaxante, predispõe o cidadão a distúrbios cardiovasculares – e a disfunção erétil pode ser um deles.
Em geral o sofredor sequer sabe do que está acontecendo. Quem sofre de apneia nem sempre se dá conta disso – daí a importância de não dormir sozinho.
Se além disso você for obeso, diabético e hipertenso o negócio complica mais ainda.
Por isso, se ao amanhecer você ouvir o comentário “cara, você ronca que incomoda, parece até que engoliu besouro e quase se engasga”, cuide logo de ir ao especialista – em sono e em perda da libido.
O sono é tão importante que um médico conceituado do Recife é taxativo: "nunca vá para a cama cansado, para que tenha um sono realmente reparador. Se o estresse e o cansaço físico lhe perturbam, tome um banho morno, ouça uma boa música e só quando a calmaria lhe envolver o corpo e a mente, vá dormir".
Ele tem razão. Basta conferir a experiência de cada um de nós. Não raro você chega em casa aos pedaços de tanto cansaço e “capota”. No dia seguinte percebe que as horas de sono não lhe serviram tanto quanto desejável.
Pois bem. Saiba agora que quando o sono é perturbado pela apneia – interrupção da respiração – pode causar impotência. Além da queda, o coice!
É o que dizem pesquisadores, que apontam o motivo: reduz a testosterona e dificulta a circulação sanguínea.
A coisa acontece assim. Durante o sono a vítima ronca feito motor de moto várias vezes, a intervalos aleatórios, e a cada ronco sofre paradas respiratórias que oscilam em torno de dez segundos. A cada vez há um ligeiro despertar seguido do retorno ao sono, agora meio na superfície (que descansa menos) ao invés de profundo (realmente reparador). A alternância de interrupções da respiração com sono “de superfície”, que é menos relaxante, predispõe o cidadão a distúrbios cardiovasculares – e a disfunção erétil pode ser um deles.
Em geral o sofredor sequer sabe do que está acontecendo. Quem sofre de apneia nem sempre se dá conta disso – daí a importância de não dormir sozinho.
Se além disso você for obeso, diabético e hipertenso o negócio complica mais ainda.
Por isso, se ao amanhecer você ouvir o comentário “cara, você ronca que incomoda, parece até que engoliu besouro e quase se engasga”, cuide logo de ir ao especialista – em sono e em perda da libido.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA
Texto de Luiz Antônio Simas
Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.
Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.
Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias o u coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra pqp e o centroavante pereba tomar no. . ., cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não.
Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.
Abraços,
Luiz Antônio Simas
(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).
Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.
Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais O cravo brigou com a rosa. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa debaixo de uma sacada/o cravo ficou feliz /e a rosa ficou encantada".
Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.
Será que esses doidos sabem que O cravo brigou com a rosa faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?
É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê. Na versão da minha infância o negócio era o seguinte: Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas. A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/ Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.
Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é Samba Lelê? Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria. Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.
Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil.
Ninguém mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.
Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato, era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias o u coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.
Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.
Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente. O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente. A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.
Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.
O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra pqp e o centroavante pereba tomar no. . ., cantaremos nas arquibancadas o allegro da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de Jesus, alegria dos homens, do velho Bach.
Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova, aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá, já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".
Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde. Defuntos? Não.
Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.
Abraços,
Luiz Antônio Simas
(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio).
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