sexta-feira, 29 de novembro de 2013

CONTINUAM ABERTAS AS INSCRIÇÕES .

 
      By JBF

Paulo Abreu, um dos sócios do Hotel Saint Peter, em Brasília, onde José Dirceu quer trabalhar como gerente administrativo é irmão do presidente do PTN, José de Abreu. Os dois, mais Dorival de Abreu, todos da mesma família, são ex-deputados.
Paulo tem um verdadeiro festival de emissoras de rádio em São Paulo (Tupi, SuperTupi, Kiss, Iguatemi Prime, Terra, Mundial, Scala e muitas mais) e é velho amigo de Dirceu. Agora, conta com ele para que um decreto presidencial elimine pendências da velha TV Excelsior: Paulo tem os direitos da emissora e quer colocá-la no ar.
Abreu tem também uma UHF em São Paulo que havia batizado de CBS (Comunicação Brasil Sat), até que a CBS americana mandou trocar e ele colocou o nome de Top TV. O grupo também comprou o JB online.
* * *
Segundo a notícia, o magnata Paulo Abreu, dono de um império midiático, autêntico membro das zelites quatrocentonas paulistas dos zoios zazuis, conta com Zé Dirceu, autêntico Guerreiro do Povo Brasileiro, pra conseguir um “decreto presidencial”, a fim de botar sua estação de TV no ar. Decreto presidencial quem assina é Dilma, quando devidamente autorizada por Lula.
Vocês tão entendo o alcance disto, num tão? Pois é. É isso mesmo.
Atenção, leitores fubânicos: o Hotel St. Peter continua recebendo currículos de candidatos a gerente.
Se você tem condições, meios, influência, prestígio e força pra botar a extinta TV Excelsior no ar – a estação foi fechada em plena ditadura militar -, pode ser contratado com um salário acima de 50 mil reais.
Se você for condenado pela justiça, cumprindo pena no Presídio da Papuda e filiado ao partido que está no puder, suas chances são de 100% de obter o emprego.
Quem quiser pode se candidatar.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Economizar jamais.

By JBF
 
A coluna Diário do Poder, de Cláudio Humberto, faz uma comparação impressionante entre Brasil e Estados Unidos. O Palácio do Planalto, sede do Governo brasileiro, tem 4.600 funcionários; a Casa Branca, sede do Governo americano, tem 460 funcionários. O presidente americano mora e trabalha na Casa Branca. O presidente brasileiro trabalha no Palácio do Planalto, mora no Palácio da Alvorada e dispõe da Granja do Torto; tem também à disposição o Palácio Rio Negro, em Petrópolis.
E a mania de palácios à vontade não é exclusiva dos presidentes, seja qual for seu partido: o governador de São Paulo mora e trabalha no Palácio dos Bandeirantes, tem um palácio no Horto Florestal, em São Paulo, tem outro palácio em Campos do Jordão. Para que? Para nada.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A PRIVATIZAÇÃO DOS AEROPORTOS


By JBF
Mary Zaidan
 
Os aeroportos do Galeão, no Rio, e de Confins, região metropolitana de Belo Horizonte, leiloados na sexta-feira, alcançaram valores recordes superiores a R$ 20 bilhões. Mais: ambos foram arrematados por gente para lá de experiente.
Os alemães vão tocar o de Minas, e o da Ilha do Governador, hoje em frangalhos, será operado pelo mesmo grupo que gerencia o aeroporto de Cingapura, tido como o melhor do mundo.
Melhor, quase impossível.
Um contexto que não comporta o azedume da presidente Dilma Rousseff. Em vez de conectar o sucesso do leilão com serviços de primeiro mundo que os usuários poderão ter no futuro, a presidente preferiu a revanche: “todos aqueles pessimistas, aqueles incrédulos, hoje vão ter um dia de amargura, porque não deu errado”.
Não que o dito de Dilma tenha surpreendido. Torcer contra está no DNA do petismo. Retorceram o nariz para a Constituição de 1988, espinafraram o Plano Real, demonizaram as privatizações, esconjuraram o ajuste fiscal.
E medem todos pela mesma bitola. Creem, fielmente, que os críticos ao governo que ocupam há 11 anos querem que o Brasil naufrague. Assim como apostaram na derrocada do País antes de chegarem ao poder.
Têm dificuldade de imaginar que a maior parte das pessoas, mesmo aquelas que discordam dos métodos petistas para se perpetuar no poder, quer apenas ter serviços melhores, que compensem a fortuna paga em impostos e taxas – as da Infraero, caríssimas.
No caso dos aeroportos, torcem mesmo é para se livrar da ineficiência do governo. Dos apagões, de saguão sem ar condicionado, banheiros quebrados, sem papel ou descarga, cena cotidiana do Galeão; dos puxadinhos intermináveis de Confins.
E é didático lembrar. Depois de deixar de ser do contra – e hoje, sabe-se, de passar a fazer o diabo – o PT chegou lá. E foi incapaz de mudar o que diziam discordar na Constituição. Rezam pelo evangelho que acusavam ser neoliberal, e, para o bem do País, privatizam e concessionam bens e serviços públicos. Dizem-se pais da estabilidade econômica, a mesma que estão colocando em risco.
Aqui mora o perigo. O êxito do leilão dos aeroportos é muito bem-vindo, mas não conseguirá esconder a inflação que insiste em bater no teto na meta, muito menos o descalabro das contas públicas. Alertar para isso, ao contrário do que quer fazer crer a presidente, é torcer a favor e não contra.
Talvez por ser avessa a privatizações e ter sido obrigada a se render a elas, ou por não entender o mundo fora da dicotomia do “nós”, os bons, e “eles”, o resto que não nos apoia, Dilma perdeu a chance de pelo menos parecer que governa para todos e não apenas para aqueles que com ela concordam.
Na democracia de Dilma, quem não se alia a ela está contra o País.

A CORTINA DO EU.


"Porque todos buscam o que é seu e não o que é do Cristo Jesus." - Paulo. FILIPENSES, 2 :21

Em verdade, estudamos com o Cristo a ciência divina de ligação com o Pai, mas ainda nos achamos muito distantes da genuína comunhão com os interesses divinos. Por trás da cortina do "eu", conservamos lamentável cegueira diante da vida.

Examinemos imparcialmente as atitudes que nos são peculiares nos próprios serviços do bem, de que somos cooperadores iniciantes, e observaremos que, mesmo aí, em assuntos da virtude, a nossa percentagem de capricho individual é invariavelmente enorme.

A antiga lenda de Narciso permanece viva, em nossos mínimos gestos, em maior ou menor porção. Em tudo e em toda parte, apaixonamo-nos pela nossa própria imagem. Nos seres mais queridos, habitualmente amamos a nós mesmos, porque, se demonstram pontos de vista diferentes dos nossos, ainda mesmo quando superiores aos princípios que esposamos, instintivamente enfraquecemos a afeição que lhes consagrávamos.

Nas obras do bem a que nos devotamos, estimamos, acima de tudo, os métodos e processos que se exteriorizam do nosso modo de ser e de entender, porquanto, se o serviço evolui ou se aperfeiçoa, refletindo o pensamento de outras personalidades acima da nossa, operamos, quase sem perceber, a diminuição do nosso interesse para com os trabalhos iniciados.

Aceitamos a colaboração alheia, mas sentimos dificuldade para oferecer o concurso que nos compete. Se nos achamos em posição superior, doamos com alegria uma fortuna ao irmão necessitado que segue conosco em condição de subalternidade, a fim de contemplarmos com volúpia as nossas qualidades nobres no reconhecimento de longo curso a que se sente constrangido, mas raramente concedemos um sorriso de boa-vontade ao companheiro mais abastado ou mais forte, posto pelos Desígnios Divinos à nossa frente.

Em todos os passos da luta humana, encontramos a virtude rodeada de vícios e o conhecimento dignificante quase sufocado pelos espinhos da ignorância, porque, infelizmente, cada um de nós, de modo geral, vive à procura do "eu mesmo".

Entretanto, graças à Bondade de Deus, o sofrimento e a morte nos surpreendem, na experiência do corpo e além dela, arrebatando-nos aos vastos continentes da meditação e da humildade, onde aprenderemos, pouco a pouco, a buscar o que pertence a Jesus Cristo, em favor da nossa verdadeira felicidade, dentro da glória de viver.

Emmanuel

 
 
 

By livro "Fonte Viva" - Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier