quarta-feira, 4 de março de 2015

MADEL A PRESIDENTE DOS AGREGADOS

Belém, 04/03/2015

Atualmente tem sido prazeroso exercitar a escrita. Inspirando-me em fatos, em acontecimentos, no cotidiano, na conjuntura, na política, em minhas viagens, enfim, tenho escrito com leveza e prazer e, quando isso acontece publico em meu blog, que pode ser classificado como um blog sazonal, onde também replico o que considero interessante.
Viajando de retorno a Belém e ouvindo uma palestra tendo como base um texto de Humberto de Campos sobre Maria Madalena lembrei-me do aniversário da Madel que, coincidentemente ocorre na semana que antecede ao dia Internacional da Mulher, que por sinal tem muito a nos dizer.
E viajando, nos dos sentidos, decidi escrever. Inicialmente me fixei na origem do seu nome que imaginava fosse uma derivação de Maria de Madalena, em homenagem a grande apóstola do cristianismo. Depois fui informado que a origem de teu nome está na composição dos nomes de teus pais. Nesse momento ocorreu a dúvida: continuo escrevendo fazendo o paralelo entre as duas personalidades ou para por aí?
Ocorre que a essa altura o texto já se desenvolvia e tudo levava a uma composição com Madalena. Não que a relação entre as duas personalidades tenha se perdido, não que tenha havido alguma mudança no que penso a teu respeito. Mas o texto perdeu um pouco do sentido inicial.
Contudo, eu queria escrever um texto a Madel, que entre outros apetrechamentos é a Presidente dos “Agregados” dos Moraes. 
Tentei alterar o texto inicial, mas tudo nele contido me conduzia a Maria, a de Magdala. Se pensava em falar das tuas características, lá eu ia encontrar a Mulher “que muito jovem e formosa, emancipara-se dos preconceitos férreos de sua raça” e quebrou todos os tabus de sua época.
Se imaginava Madel a filha, única mulher crescendo entre três filhos homens, vinha a mente a Madalena que após se consagrar ao trabalho de divulgação do Evangelho não era aceita pelos companheiros que temiam-lhe o pretérito, não confiavam em seu coração de mulher.
Se no texto fazia referência a Madel trabalhadora, relacionava-a com Madalena que, após ter aceitado o convite da “Boa Nova” abandonou a vida de luxuria e “sem recursos para viver, trabalhou pela própria manutenção, em Magdala e Dalmanuta. Foi forte nas horas mais ásperas, alegre nos sofrimentos mais escabrosos, fiel a Deus nos instantes escuros e pungentes.”
Se o no texto inicial referia-me a Madel, mãe de Manu e de Ricardo relacionava-a com a mulher que acolheu como filhas as irmãs de sofrimento. Enfim, para qualquer lado que a observava ali aparecia a figura brilhante de Maria de Madalena.
Então para não correr o risco de me perder num novo texto sem sentido e desfocado do input inicial decidi resumir o texto a seguinte citação do Mestre Jesus:
“- Madalena, na tua condição de mulher, já pensaste no que seria o mundo sem as mães exterminadas no silêncio e no sacrifício? Não são elas as cultivadoras do jardim da vida, onde os homens travam a batalha?!... Muitas vezes, o campo enflorescido se cobre de lama e sangue; entretanto, na sua tarefa silenciosa, os corações maternais não desesperam e reedificam o jardim da vida, imitando a Providência Divina, que espalha sobre um cemitério os lírios perfumados de seu amor!...”
E termino estas mal traçadas linhas repetindo:
- “Maria, já passaste a porta estreita!... Amaste muito! Vencestes a ti mesma. Vá! ELE te espera!”
Manoel + Delfina, feliz aniversário.
Curtas do teu jeito, o vizinho e agregado te deseja muita Paz!
Marcello

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