sexta-feira, 6 de março de 2015

TUDO MUDA.


O átomo (indivisível em grego) foi definido como uma unidade indivisível até o final do século XIX, quando foi proposto o primeiro modelo atômico que provava a existência de partículas subatômicas.

Com o passar dos anos, novos estudos experimentais foram realizados e novos modelos atômicos surgiram.

Baseado no modelo atômico Rutherford-Bohr, o átomo é formado por uma região central positiva denominada núcleo, cercado por elétrons em órbitas circulares. Até então a ciência admitia que os átomos fossem formados basicamente por três partículas, são elas: prótons, nêutrons e elétrons.

Até o fim do século XX a ciência passou a admitir que existam 12 partículas com massa formadoras dos átomos, quais sejam:

  1. Seis tipos de lépton (leve em grego), que são partículas leves ou com pouca massa: lépido elétron, múon, tau e três tipos de neutrinos;
  2. Seis tipos de quark (som do canto da gaivota) partículas com mais massa. Os quark combinam-se entre si para formar os hádrons (robusto em grego). O próton e o neutro são hádrons que compõem o núcleo de todos os átomos, com exceção dos átomos do hidrogênio.   

Além das partículas que possuem massa existem também as partículas que não possuem massa – fótons, que são as partículas de energia pura que preenchem as órbitas dos átomos. Os fótons possuem propriedade de criar campos de força eletromagnéticos, eles associados aos glúon e dois tipos de bóson (W e Z) compõem a família conhecida hoje como as 16 partículas fundamentais da matéria.

A ciência humana conhecida encerra provisoriamente com essa composição uma teoria de 2500 anos iniciada por Demócrito, um filósofo grego, o qual afirmava existir uma partícula fundamental formadora de tudo o que existe na natureza.

É a palavra final? ... Então ficamos assim: tudo que existe é composto de quarks, lépton, partículas de energia pura e bósons.

Claro que não. Já se admite que sejam 17 as partículas formadoras do universo, não de tudo, mas de 18% de tudo o que se conhece e que existem 82% de matéria na “forma escura” totalmente diferente da identificada como formadora das estrelas, dos astros e dos átomos que formam o nosso corpo.

A ciência irá com certeza evoluir e identificará novas concepções, novos arranjos, combinações variadas de partículas de energia e por aí vamos.

Tudo muda. Nós mudaremos constantemente.

Pensemos.

 

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