quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Memória curta.



Artigo de Lúcio Flávio Pinto, sob o título original de Maldição belenense

O candidato que lidera as pesquisas para a prefeitura de Belém, o deputado estadual Edmilson Rodrigues, do PSOL, não se lembra de erros que possa ter cometido nos seus dois mandatos (1997-2004) pelo PT. Foi o que disse em entrevista ao Diário do Pará de 14 de junho. “Tudo o que fiz foi para melhorar a vida do povo e houve um reconhecimento tanto do povo quanto das instituições nacionais e internacionais”, completou.

Instado a apresentar as obras que levaram a essa aprovação, arrolou obras na praça D. Pedro II, na contígua praça do Relógio, o conjunto Ver-o-Peso, canteiros laterais e ciclovias na Almirante Barroso, reinauguração da avenida Augusto Montenegro, Pronto Socorro do Guamá, Ver-o-Rio, praça Waldemar Henrique.

Várias dessas obras são de baixa qualidade e de significado modesto. Mas por que Edmilson não se lembrou do viaduto da Doutor Freitas, mais conhecido por tobogã de carro, e do túnel empacado do Entroncamento? Por que esqueceu a Aldeia Cabana, o bondinho do centro velho (arquivado até hoje, depois de seis milhões de reais gastos), o inviável Belo Centro (outros milhões queimados)?

O homem que não se lembra de ter cometido erros fez uma administração cinza, sem destaque, de obras absolutamente secundárias e de muitos erros. Foi reeleito, como reeleito conseguiu ser Duciomar Costa. Mas o PT não manteve o cargo que foi de Edmilson. E Ana Júlia Carepa não conseguiu se reeleger. Se a memória não falhar, o povo perceberá que o retorno de Edmilson Rodrigues ao comando da capital é um autêntico retrocesso.

O problema é: qual das opções não será também uma volta no tempo?

Ai de ti, Belém.

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